Emily: governador recebe sentença que derrubou liminar a favor de policial

A Polícia Militar do Piauí já enviou ao Palácio do Karnak a decisão do juiz Rodrigo Alaggio Ribeiro, da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública, que revogou, por sentença, no dia 6 de setembro de 2016, a liminar que anulou o exame psicológico do então candidato ao concurso da PM, Aldo Luís Barbosa Dornel. Ele é o policial suspeito de atirar na menina Emily Caetano, no dia 25 de dezembro, durante uma abordagem ao carro da família dela, na avenida João XXIII. Aldo ingressou na PM por força de uma liminar e já deveria ter sido desligado, mas a PM alega nunca ter sido notificada.

O setor de comunicação da PM confirmou, na tarde desta quarta-feira (10), que a sentença foi enviada ao governador Wellington Dias para que o chefe do Executivo estadual proceda com a suspensão da nomeação do policial.

Aldo Dornel ingressou na Polícia Militar em 2010 sub judice após ter sido reprovado no teste psicológico realizado pela banca do concurso, no caso o Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos da Uespi, o Nucepi. O caso lembra o do capitão da Polícia Militar, Alisson Wattson, que confessou ter matado a estudante Camilla Abreu em outubro passado. Ele também foi reprovado no teste psicotécnico.

A ação tramitou na 1ª Vara da Fazenda Pública. Além de Dornel, mais 4 candidatos foram beneficiados sob a alegação de que não tiveram acesso aos motivos da contra-indicação estabelecidos no teste e que a avaliação levou em consideração apenas o perfil  profissiográfico, o que seria vedado. A decisão que liberou os candidatos saiu no dia 15 de junho de 2010.

Caso Emily

A menina Emily Caetano, de 9 anos, estava no carro da família quando foi atingida a tiros durante uma abordagem policial. O caso ocorreu na noite de Natal (25), na Avenida João XXIII, zona Leste de Teresina.  Emily estava com o pai, o cantor Evandro Costa, que foi atingida na cabeça e perdeu parte da audição, a mãe Daiane Caetano e as duas irmãs. A mãe foi atingida de raspão no braço, ela estava com o bebê de 8 meses no braço.  A família alegou que não parou o veículo porque o bebê estava no banco da frente do veículo com a mãe.

Hérlon Moraes e Carliene Carpasso
redacao@cidadeverde.com

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