Valor da gasolina cai nos postos e expectativa é de nova redução no preço

Os preços das gasolinas comum e aditivada sofreram uma pequena queda neste início de ano. Em alguns postos é possível abastecer o tanque com o litro de gasolina comum a R$ 4,29, mas, apesar dessa aparente diminuição, há quem prefira reabastecer o veículo com o álcool.

Em entrevista a TV Cidade Verde, alguns motoristas relataram que perceberam a diminuição de, pelo menos, uns R$ 0,08. Um alívio para o bolso e uma economia no final do mês, principalmente para quem dirige com frequencia.  Em meses anteriores foi possível encontrar postos oferecendo o litro de gasolina a R$4,84.

Nesta segunda (7), pela segunda vez consecutiva, a Petrobras anunciou a manutenção no preço médio da gasolina nas refinarias. A Petrobras também manteve estável o valor do diesel.  O preço médio se manteve em R$1,45 e o diesel em R$1,85, entre esta segunda e terça-feira (8).

A redução sentida no bolso dos poucos centavos poderia ser maior se a manutenção do preço médio nas refinarias chegasse até às bombas dos postos de combustível. Isso poderá acontecer se as distribuidoras repassarem a redução aos postos.

O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Piauí, Alexandre Valença, comentou que o posto não compra de refinaria, e sim de distribuidora. Por isso, a dificuldade do consumidor receber essa diminução a mais no valor.

“Mesmo que nós comprássemos de refinarias a de se entender que a maioria delas estão em São Paulo. Daqui que esse produto chegue aqui (em Teresina) são 15 dias. E ele passa por um processo: a refinaria vende para a distribuidora, depois lá é misturado com etanol para poder entregar pra gente (postos). Por isso, existe realmente uma demora para que isso (uma maior redução) chegue nas bombas”, comentou.

Alexandre Valença comentou que essa diminuição no valor do preço médio não é algo automático, que chegue direto até o consumidor final. Ele fala ainda que as destruidoras alegam que não houve o repasse da gasolina com os reajustes porque estão trabalhando com estoque. O representante do sindicato foi até o Ministério Público do Piauí explicar o motivo por qual alguns empresários não aplicarem os preços nas bombas.

“Nós levamos um documento no qual explica aos promotores a cadeia de combustível no país. Explicando que não temos relação direta com a refinaria, e sim com as destruidoras. Nós estamos nas mãos das distribuidoras, quer dizer se a distribuidora por acaso não repassar nada da refinaria não vai chegar nem pra gente e infelizmente não chegará ao consumidor”, ressaltou o presidente do sindicato.

Refinarias 

A estatal vem adotando um novo formato de política de reajuste de preços, que acontece desde julho de 2017.  Devido a essa nova metodologia, esses reajustes podem acontecer diariamente.  Já em março de 2018, a empresa mudou a maneira de reajustes e passou a divulgar os preços do litro da gasolina e do diesel vendidos por ela nas refinarias, e não mais os percentuais de reajuste. Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina, que é comercializada nas refinarias, acumula uma alta de 10,88% e o diesel de 36,78.

Preço da gasolina chegou a R$7,799 neste posto em Teresina no ano de 2018 (Foto: Cidadeverde.com/Arquivo)

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com

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