Técnico da França leva lembrança ao duelo com forte ataque da Bélgica: ter parado Messi

Por Marcelo Hazan, São Petersburgo

 

Uma lembrança anima o técnico da França, Didier Deschamps, antes do duelo com a Bélgica, nesta terça-feira, pelas semifinais da Copa do Mundo: ter conseguido amenizar o talento de Lionel Messi nas oitavas de final do torneio (vitória por 4 a 3 da França). A recordação tem sentido: afinal, os adversários da semifinal têm o melhor ataque do Mundial, com 14 gols em cinco jogos (média de quase três por jogo).

O comentário de Deschamps sobre Messi foi em uma pergunta sobre Kanté. O volante francês vem se destacando na Copa da Rússia pela forte capacidade defensiva.

– Quero que seja tão eficiente quanto possa para o time. Mas, claro, essencialmente a atividade de Kanté é desarmar. Ele não quer apenas roubar a bola, tem muitas trajetórias, passe ofensivo, então, sim, tem uma importância grande. Será do mesmo jeito que fizemos nas outras partidas, como, por exemplo, quando enfrentamos Messi, nas oitavas. Ele foi muito bem, então é verdade que não vimos Messi quando jogou contra nós.

Deschamps reconhe que a Bélgica foi surpreendente em sua estratégia tática contra o Brasil. E espera o mesmo nesta terça.

– Nosso time estará pronto para dois cenários diferentes. O time da Bélgica não chegou aqui por acaso, jogou um grande jogo contra o Brasil, um plano bem especifico contra o Brasil. Se vão fazer parecido contra nós? Provavelmente. A diferença do jogo é que o time da Bélgica tem essa qualidade particular, contra o Brasil reforçaram o meio de campo, bloquearam os acessos, os brasileiros não conseguiram entrar. Com a bola, atacaram muito rápido. Tenho certeza de que meus jogadores estão preparados para diferentes escalações, e até durante a partida, se houver mudanças. Não é algo especifico da Bélgica, acontece com qualquer outro adversário que tivemos.

O treinador francês vê um trabalho de continuidade na Bélgica e elogia o trabalho de Roberto Martínez – embora lembre que o projeto começou antes, com Mark Wilmots, comandante belga no Mundial do Brasil.

– Eu o respeito muito. Ele assumiu a Bélgica, e não pensem que chegaram por acaso na Copa. Na Euro, foram um dos melhores na fase de grupos. Foi um dos times com maior potencial. Essa geração se conhece muito bem. Estão nos melhores clubes, principalmente na Inglaterra. Não quero ofender, mas claro que foi beneficiado pelo trabalho do técnico anterior, que chegou antes. Ele mudou algumas coisas, mas tem grande potencial nesse grupo de jogadores. Eu o parabenizo por estar nas semifinais, mesmo contra nós.

França e Bélgica se enfrentam às 15h desta terça-feira, em São Petersburgo, com transmissão ao vivo do GloboEsporte.com, da TV Globo e do SporTV. O vencedor pega Inglaterra ou Croácia na final da Copa do Mundo.

globoesportes.com

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